A ONG Bloco A promove terceira palestras on-line sobre saúde sexual e reprodutiva

O Bloco A, organização dedicada a profissionais de saúde, atuantes na área da saúde sexual e reprodutiva, promove, nesta quarta-feira (06), às 17h, o terceiro encontro do circuito de diálogos e promoção de informações sobre saúde sexual e reprodutiva para gestores e profissionais da saúde de todo Brasil.

O encontro será mediado por Janaína Penalva, professora da Faculdade de Direito da UnB e coordenadora científica do Bloco A, e contará com três palestrantes convidados como Leonardo Andrade Macedo, mestre em Direito pela UFMG e procurador da república em Uberlândia; Helena Paro, médica, ginecologista, obstetra e doutora em Ciências Médicas e João Paulo de Campos Dorini, defensor público federal e defensor regional de Direitos Humanos em São Paulo, que abordarão as possibilidades e desafios que o Brasil enfrenta para redução do aborto inseguro e garantia da vida e saúde das pessoas com capacidade reprodutiva.

O evento teve ínicio no dia 22 de setembro e recebeu nomes como Halana Faria, médica ginecologista, membro do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde; Carla Marques, médica de Família e Comunidade; Silvia Badim, doutora em Saúde Pública pela USP e coordenadora dos Direitos das Mulheres da Diretoria da Diversidade do Decanato de Assuntos Comunitários da UnB. A palestra será gratuita e transmitida através do Youtube, no canal do Bloco A www.youtube.com/blocoaorg

As mortes evitáveis por abortos inseguros permanecem em patamares elevados no país, sendo a quarta principal causa de morte de mulheres brasileiras. Preocupada com isso, a ONG, em parceria com organizações que atuam na temática da saúde da mulher, desenvolveu um documento político sobre acolhimento e aconselhamento baseado em evidências científicas e direitos para profissionais que lidam diariamente com esse universo.

Diante do cenário, é importante frisar a importância dos serviços de atenção básica que recebem mulheres em busca de assistência e precisam de uma porta de entrada segura, garantindo um espaço de escuta quanto ao planejamento familiar. Além do cenário de extrema violência, com destaque para a violência sexual, no país, aproximadamente, 55% das gestações que chegam a termo não são planejadas sendo, também, um dos reflexos da oferta precária dos métodos contraceptivos.

É por entender que o profissional de saúde tem o dever de acolher e informar, evitando o risco de saúde e de vida, que o Bloco A está direcionando o evento para profissionais de saúde de todas as áreas, conselhos profissionais, secretarias de saúde estaduais e municipais, professores universitários e estudantes, além do público interessado no assunto. Também percebendo a carência de formação profissional com atenção digna e humanizada para o abortamento, a ONG lançou, no dia 29 de setembro, o curso AMPARA.

São seis aulas, à distância e autoinstrucionais, que contam com 20 horas de carga horária e assuntos como Abortamento no mundo e no Brasil, Serviços de abortamento previstos em lei no Brasil, Abortamento e evidências científicas, Cuidados pré e pós abortamento, Aspectos profissionais no acolhimento à gestação indesejada sob uma perspectiva de redução de danos e Violência obstétrica no abortamento e no cuidado pós-aborto. Desde o início do evento, foram abordados temas como Saúde sexual e reprodutiva baseada em direitos e evidências científicas; Formação em saúde sexual e reprodutiva, e, para esta quarta-feira (06/10), Tecnologia à serviço do acolhimento: uma dimensão jurídica.

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