O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta 5ª feira (7.out.2021) que a situação econômica do Brasil é “anormal” e que a população “não pode se conformar”.
Para ele, o atual governo de Jair Bolsonaro é o responsável pelo aumento da fome no país. “A fome não é fenômeno da natureza. É um fenômeno da irresponsabilidade das pessoas que governam esse país. […] Não podemos nos conformar com o que está acontecendo. Não é normal”, disse.
Lula visitou o Complexo Integrado de Reciclagem do Distrito Federal na manhã desta 5ª feira. Este foi o único evento aberto de que ele participou na semana que tem passado na capital federal. O petista tem priorizado encontros com lideranças políticas de olho em acordos para as eleições de 2022.
Aos catadores, Lula afirmou que o Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo e possui milhões de cabeças de gado, mas, ainda assim, a população tem enfrentado dificuldades para se alimentar.
“As pessoas vão para a porta do açougue esperar um osso e não tem dinheiro para comprar um quilo de carne”, disse. O ex-presidente também defendeu a taxação de lucros e dividendos de pessoas mais ricas. “O jeito fácil de consertar o Brasil é colocar o pobre no orçamento das cidades, dos Estados e da União e colocar o rico no Imposto de Renda, porque rico não paga imposto sobre lucros e dividendos”, disse.
A um ano das eleições, o evento teve caráter de pré-campanha com discursos mirando um eventual novo governo do petista. Utilizou o jingle “Lula Lá”, usada no pleito de 1989.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou o Complexo Integrado de Reciclagem do Distrito Federal. No encontro com os catadores, Lula ressaltou que a reciclagem é um dos pilares da questão ambiental atualmente e destacou a importância do trabalho da categoria para a melhoria das cidades. “Muita gente na sociedade não tem noção da importância e do resultado do trabalho de vocês. As pessoas jogam o lixo de qualquer jeito e acham que alguém tem que pegar”, disse.
O ex-presidente fez um apelo aos governadores para que implementem políticas de apoio aos catadores de materiais recicláveis.
Fonte: Poder 360