Nesta terça-feira (05), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e nove ministros governistas participaram do Simpósio Cidadania Cristã, no qual reuniu também congressistas aliados do governo. Com ares de pré-campanha, os governistas distribuíram um material impresso com o currículo dos ministros e ações realizadas pelo governo federal.
Dos nove ministros presentes no evento, a expectativa é que seis deles sejam candidatos em 2022, como Onyx Lorenzoni, que deve concorrer ao posto de governador do Rio Grande do Sul, e Damares Alves, para uma vaga ao Senado. Além deles, Anderson Torres, Flávia Arruda, Marcelo Queiroga e Rogério Marinho.
A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e a presidente interina do PTB, Graciela Nienov, também participaram do encontro. O PTB estuda até mesmo a expulsão de filiados, entre eles Cristiane Brasil, filha de Roberto Jefferson, para atrair a filiação do presidente Bolsonaro.
O evento aconteceu na Igreja Batista Central de Brasília. Na entrada, um grupo de pessoas propunha que os participantes do evento reuniam “fichas de apoio” para a criação do Aliança Pelo Brasil, partido que Jair Bolsonaro tenta viabilizar.
A cartilha sobre os ministros foi produzida pelo Conselho Nacional dos Conselhos de Pastores do Brasil, Movimento Acorda, Conselho Estadual de Pastores, Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política e Associação Pró-Evangélico do Brasil.
Além do presidente, os ministros também discursaram no evento com os evangélicos, parcela do eleitorado na qual o presidente tem apoio relevante para sua campanha de 2022. Damares afirmou no evento que os evangélicos ficarão “muito tempo no poder” e que era “melhor se acostumar”.
Em um dos textos da cartilha está escrito que “em 2018 a verdade surgiu como guia para a transformação do país e da vida dos brasileiros” e que “a libertação do Brasil está em andamento”.
Na cartilha entregue também contém uma foto de Bolsonaro e uma frase atribuída ao presidente: “O Brasil tem um presidente que acredita em Deus, respeita a Constituição e valoriza a família”. E ainda é dito que o Brasil enfrentou a pandemia de forma “exemplar”.

Quem também falou no evento foi André Mendonça, indicado por Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal e que, até agora, não foi sabatinado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. O ex-AGU foi indicado para o STF como sendo “terrivelmente evangélico”. Ao discursar, Jair Bolsonaro defendeu que Mendonça seja aprovado no Senado. O presidente também falou sobre o suposto “tratamento precoce” contra a covid-19, sem eficácia contra a doença.
A fala do presidente foi transmitida pela TV Brasil, rede de televisão pública do Executivo, que pertence à estatal EBC (Empresa Brasil de Comunicação).
Ao final do encontro, Bolsonaro ficou mais de uma hora tirando fotos com pastores e congressistas aliados.
Com informações do Poder 360.