Uma operação conjunta da Polícia Federal e da Receita Estadual interditou, nesta quinta-feira (4), uma fábrica clandestina de cigarros falsificados no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife.
Durante a ação, 18 trabalhadores paraguaios foram resgatados de uma situação análoga à escravidão. Duas pessoas foram presas.
Inicialmente, havia a informação de que 19 pessoas tinham sido detidas e 25 trabalhadores resgatados. No entanto, em balanço atualizado divulgado no período da tarde, a Polícia Federal corrigiu os números, confirmando duas prisões e o resgate de 18 trabalhadores.
De acordo com o auditor fiscal da Secretaria da Fazenda, João de Paula Pinto, o local já vinha sendo monitorado por suspeitas relacionadas à destinação irregular de insumos. Ao chegarem ao endereço, os agentes identificaram a existência de uma fábrica clandestina equipada com maquinários de médio e grande porte, além de cigarros sem selo fiscal.
Ainda segundo o auditor, os trabalhadores encontrados estavam em condições precárias de alojamento e alimentação, o que levou ao acionamento da Polícia Federal para apuração de possível crime de redução à condição análoga à escravidão.
No local, também foram apreendidos grande quantidade de cigarros prontos para comercialização, matéria-prima e equipamentos utilizados na produção.
A Secretaria da Fazenda informou que os responsáveis pelo condomínio onde funciona o galpão apresentaram documentação indicando que o espaço havia sido alugado para a realização de eventos, alegando desconhecimento sobre o uso irregular do imóvel.
Os prejuízos aos cofres públicos ainda estão sendo calculados, mas, segundo a Sefaz, os valores são considerados elevados devido à estrutura e ao porte dos equipamentos encontrados.
A Polícia Federal segue investigando o caso para identificar outros possíveis envolvidos no esquema criminoso. Os nomes e idades dos detidos não foram divulgados. Até a última atualização, nenhum dos trabalhadores resgatados havia sido autuado.