Candidata natural à reeleição, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), não negou ter conversado com a ex-deputada Marília Arraes, pré-candidata ao Senado e adversária nas eleições de 2022. Em entrevista à Rádio Pajeú, na manhã desta sexta-feira (13), disse ao radialista Nill Júnior “estar conversando com todo mundo”. E defendeu a necessidade de construir pontes.
“Eu sou governadora do estado e é natural que eu converse com todos os partidos, lideranças políticas. E eu faço isso como um exercício desde sempre”, declarou, sustentando a informação do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. Na noite de quinta-feira (12), ele relatou à imprensa que a conversa entre as duas foi “muito boa”.
Raquel Lyra afirmou estar dialogando com o PDT e com todos os partidos, citando o União Brasil, o PSDB e o PSD, legenda da qual é presidente no estado. Evitando alimentar articulações que apontam para uma possível chapa com a presença de Marília Arraes, a gestora direciona os diálogos para o campo administrativo.
“Como governadora e também como presidente do PSD é meu dever conversar com todos. Primeiro, e segundo, terceiro e décimo para discutir os interesses de Pernambuco. Para convergir, porque eu não sou alguém que vai disputar uma eleição em outubro. Eu sou governadora do estado”, ressaltou.
A governadora relembrou que desde a primeira candidatura – a prefeita de Caruaru, em 2016 – havia burburinhos de que ela não chegaria a lugar nenhum, não tinha força política e o tempo de televisão era curto. Mas sempre apostou na “convergência união e construção de pontes”.
“Tem gente que aposta no dissenso, na briga, no quanto pior melhor, e quer dividir para liderar. acha que causar confusão entre municípios, entre pessoas e entre partidos é a forma de conseguir se colocar por cima para liderar. Eu não acredito nisso. Eu acredito na parceria, firme. Quem me conhece de perto sabe: eu gosto de conversar olho no olho”, enfatizou.