Em Pernambuco, a Rede Sustentabilidade trabalha para estruturar o partido, estabelecendo mais de uma centena de comissões provisórias. Com conferência a ser realizada em março, ainda sem data, o partido foca em eleger bancada para se afastar da cláusula de barreira.
Luiz Marcelo Camargo, dirigente estadual da REDE, falou sobre o processo de construção partidária em Pernambuco. Nesse sentido, nomes como Túlio Gadelha, que recentemente anunciou a saída do PDT para filiar-se à legenda de Heloísa Helena e Randolfe Rodrigues, deve ter papel fundamental para atrair votos e novos filiados.
“Essa movimentação é para construir um novo campo na discussão política em Pernambuco, além dessa Frente que já está no Governo há muito tempo e do qual a população e muitos de nós estão cansados. É um projeto a médio e longo prazo para estabelecer um bloco fora desses eixos redundantes na política pernambucana”, avalia o dirigente.
De acordo com Luiz, a Rede trabalha com a possibilidade de formar uma federação com o PSOL. A conversa já está adiantada e tem grandes chances de a aliança se concretizar. Em Pernambuco, o partido trabalha com os dois cenários.
Sem o PSOL, a REDE acredita ser capaz de eleger três deputados estaduais e uma bancada de um ou dois deputados federais. “Com a federação, para estadual podemos colocar quatro estaduais e de dois a três federais. Claro que são as urnas que decidem, mas temos nomes com potencial”, avalia Luiz.
Questionado sobre presença na majoritária, Luiz é claro: “Nossa prioridade é eleger deputados para se afastar da cláusula de barreira, estando federados ou não. O grande investimento é passar o número mínimo de 11 deputados, mas temos discutido, se houver federação, discutir a candidatura do PSOL. Se houver espaço para discussão e encontrar energia para indicar alguém, pode ser que ocorra, mas está em maturação”.
Fonte: Blog do Jamildo