Na última semana, a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) foi palco de uma denúncia envolvendo o governo estadual. O presidente da Casa, deputado Álvaro Porto (PSDB), acusou o secretário-executivo Manoel Pires Medeiros Neto de operar uma “milícia digital” com o objetivo de difamar autoridades e desestabilizar a oposição. Segundo Porto, a denúncia anônima contra a deputada Dani Portela (PSOL), que propôs a criação da CPI da Publicidade, teria partido de Pires.
Investigações da Superintendência de Inteligência Legislativa (Suint) apontaram que ele utilizou uma lan house no Shopping RioMar para preparar o material difamatório. Além disso, Pires ocupa cargos estratégicos no governo, como conselheiro da CEPE e da AGE, e tem proximidade com a governadora e a vice-governadora Priscila Krause.
Em resposta às acusações, a governadora Raquel Lyra (PSD) emitiu uma nota oficial negando qualquer envolvimento do governo estadual em práticas de difamação ou uso indevido de recursos públicos. A nota enfatiza que a administração estadual preza pela transparência e pelo respeito às instituições democráticas.
Após a repercussão do caso, Manoel Pires pediu exoneração do cargo, decisão que foi aceita pelo governo estadual. A governadora expressou em sua nota que a saída do servidor visa preservar a imagem da administração pública e permitir que as investigações sigam seu curso sem interferências.
O episódio gerou um intenso debate sobre a atuação do governo e a independência dos poderes em Pernambuco. A oposição, por meio de figuras como o deputado Álvaro Porto, reforçou a necessidade de apurações rigorosas e transparência nas ações do Executivo. Por outro lado, aliados da governadora destacaram que a exoneração do assessor demonstra compromisso com a ética e a responsabilidade na gestão pública.
O caso segue sendo acompanhado de perto pela sociedade e pelas instituições, com a expectativa de que as investigações esclareçam os fatos e assegurem a confiança da população nas instituições democráticas do estado.