O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), adiou para outubro a entrega do relatório que aconteceria na próxima sexta-feira (24). A estimativa da sua equipe é que o parecer fique pronto na primeira semana de outubro, ainda sem data definida. O motivo do adiamento é aguardar os resultados da busca e apreensão da Precisa Medicamentos, realizada na última sexta.
Nesta semana, serão ouvidos na terça-feira, o ministro Wagner Rosário, da Controladoria-Geral da União (CGU), na quarta-feira, o diretor-executivo da Prevent Senior, Pedro Batista Junior, e na quinta, o diretor de relações institucionais da Precisa Medicamentos, Danilo Trento. A previsão é de que Renan entregue seu parecer na sexta-feira, 24.
Depois disso, há a previsão de ouvir pela terceira vez o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Sua convocação deve ser aprovada nesta semana. A comissão da CPI ainda não definiu se irá continuar realizando depoimentos após a entrega do relatório. O prazo final para o fim dos trabalhos é 5 de novembro.
Renan Calheiros adiantou que irá indiciar o presidente Jair Bolsonaro por prevaricação, ao não levar aos órgãos de investigação a denúncia sobre irregularidades na negociação para a compra da vacina indiana Covaxin pelo Ministério da Saúde. Com a incumbência de sistematizar a conclusão dos trabalhos, o senador já determinou outros pontos que constarão no documento, como práticas enquadradas em crime de responsabilidade.