Presidente nacional do PSB diz que acordo com PT “pressupõe reciprocidade de interesses”

O presidente Nacional do PSB, Carlos Siqueira, afirmou que a aliança com o Partido dos Trabalhadores (PT) depende de um retorno dos petistas sobre as demandas que foram postas à mesa durante a negociação eleitoral.

“Esse acordo também pressupõe reciprocidade de interesses de ambos os lados. Nós há muito tempo, já há alguns meses colocamos para o PSB as demandas que nós temos para o PT. E até agora nós não temos resposta definitiva sobre nenhuma delas”, definiu Siqueira.

Nacionalmente PT e PSB se esforçam para articular uma aliança nacional que pode resultar na formação de uma chapa presidencial e no acordo eleitoral em alguns dos estados. Até o momento, lideranças partidárias têm se reunido e as direções executivas das legendas, tirado resoluções positivas sobre as alianças, mas a definição do acordo ficou mesmo para 2022. Segundo Siqueira, foram colocadas para o PT duas demandas, uma administrativa e uma política.

“Nós queremos participar do debate sobre o programa de governo, porque não vamos apoiar um provável presidente da República que poderá vir a ser presidente e portanto terá que ter um presidente e esse programa nós precisamos participar dele também e dar nossas sugestões”, disse o socialista sobre a demanda relacionada à gestão.

“E em segundo lugar temos uma série de demandas eleitorais que é o apoio do PT aos nossos candidatos em 5 Estados: São Paulo, Pernambuco, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul”, lembrou.

“Na verdade nós já apoiamos o PT ou iremos apoiar o PT, provavelmente, também em 5 Estados, podemos apoiar até em mais, mas atualmente já tem como quase definido se as conversas prosseguirem apoiamos o PT na Bahia, no Piauí, no Sergipe, no Rio Grande do Norte, no Ceará. Portanto, o PSB tem condições eleitorais de dar um apoio tanto no plano nacional quanto no plano dos Estados a candidatos do PT. Nada mais justo do que haja uma reciprocidade e o PT nos apoie nesses cinco lugares que estamos a pedir”, completou o líder socialista ao falar da demanda eleitoral.

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