Com informações do G1/PE
Operadores financeiros e doleiros suspeitos de evasão divisas e lavagem de dinheiro são alvos da segunda fase da Operação Amphis, desencadeada nesta quarta-feira (22) pela Polícia Federal. O grupo criminoso investigado tem atuação no Brasil e nos Estados Unidos e movimentou mais de R$ 250 milhões nos últimos dez anos, segundo os investigadores.
A PF afirmou que o grupo atuava fazendo remessas de valores do Brasil para o país norte-americano e vice-versa. A ação ocorre no Grande Recife, em Belo Horizonte e em Iguaba Grande (RJ).
Na primeira fase da operação, ocorrida em outubro de 2020, os alvos foram doleiros do Recife suspeitos de auxiliar um grupo criminoso que abria contas com documentos falsos ou em nome de empresas-fantasma.
A Justiça Federal em Pernambuco emitiu para essa segunda fase nove mandados de busca e apreensão em sedes de empresas e em residências dos suspeitos, bloqueio de contas de empresas ligadas aos investigados e sequestro quatro apartamentos apartamentos localizados no bairro de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife.
Segundo a PF, os alvos dos mandados de busca e apreensão são operadores financeiros que auxiliavam os doleiros nas atividades criminosas, principalmente realizando transações bancárias.
Os alvos das medidas de sequestro de bens foram um casal de doleiros que possuiu casas de câmbio no Recife e também em Porto de Galinhas, Ipojuca, no Litoral Sul do estado, e tem negócios semelhantes na Flórida, nos Estados Unidos, segundo a PF.