Live de Bolsonaro sai do ar depois dele falar em cloroquina e ivermectina

Nesta quinta-feira (16), a transmissão semanal ao vivo que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) promove foi interrompida depois dele falar sobre o uso de remédios sem eficácia comprovada contra a Covid-19, como a ivermectina e a cloroquina.

O presidente abordou o assunto em dois momentos. No segundo, ele dizia que tomou “um remédio contra a malária” no ano passado, se referindo à cloroquina. Bolsonaro também disse que “de vez em quando” toma ivermectina com intuito de combater a Covid-19, apesar de a substância, assim como a cloroquina, não ter comprovação científica contra a doença.

“É crime falar em tratamento inicial no Brasil. Ano passado me senti mal e tomei um negócio aí para a malária e me curei no dia seguinte. Eu, talvez, tenha sido reinfectado nos últimos dias, semanas, de vez em quando tomo ivermectina e tomo com esse…”, dizia Bolsonaro, quando a transmissão saiu do ar.

A live semanal de Bolsonaro costuma ser realizada todas às quintas, de 19h às 20h. Desta vez, a transmissão durou 48 minutos.

Em julho, o YouTube removeu vídeos, incluindo as tradicionais “lives” do presidente por violar políticas de informações sobre a Covid-19, justamente por mencionar hidroxicloroquina e ivermectina contra a doença. A plataforma entendeu que a abordagem de Bolsonaro pode apresentar “sérios riscos de danos significativos”.

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