Fusão entre DEM e PSL deve ocorrer em outubro e já começam a preparar estatuto

Os líderes do DEMOCRATAS e PSL planejam oficializar a fusão dos partidos até outubro. Estimam que o Tribunal Superior Eleitoral levará de três a quatro meses para realizar a homologação. A nova legenda precisará dessa confirmação até abril para poder disputar as eleições em 2022.

Caso haja a homologação até fevereiro, a sigla terá mais facilidade para conseguir novos filiados na janela partidária que abre em março. Sem a homologação, possíveis novos integrantes podem ficar temerosos pelo risco de não poderem se candidatar.

Quando a fusão estiver oficializada, os descontentes terão um prazo de 30 dias para sair sem o risco de perder o mandato, ou ao menos tentar na Justiça, mas ainda há regras conflitantes sobre o assunto.

É provável que integrantes do DEM, principalmente, não fiquem na legenda por causa de disputas locais de poder. Deputados observam o processo para decidir se permanecem na legenda. Sóstenes Cavalvante (DEM-RJ), disse que “a princípio” fica no partido. “Depende das condições de governança nacional e estadual”, declarou.

A dispersão do PSL, porém, não deverá acontecer no primeiro momento. Aproximadamente metade da bancada da legenda é fiel ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), e irá para o partido que ele escolher, mas provavelmente isso só se dará na janela.

“Não nos interessa sair agora, pois perderíamos os espaços nas comissões da Câmara”, disse Carlos Jordy (PSL-RJ). Ele afirmou que estar nos colegiados é importante para defender os interesses do governo. Bolsonaro deixou o partido no final de 2019, mas seus aliados deputados ficaram presos à legenda pelas regras de fidelidade partidária.

Advogados do DEM e do PSL já estudam a compilação dos estatutos dos dois partidos. Além disso, serão realizadas pesquisas sobre possíveis nome, marca, número e outros aspectos da identidade da legenda. É avaliado manter o número 25 na urna, pois o 17 ficou muito identificado com Bolsonaro e será descartado. O presidente do PSL, Luciano Bivar, deverá presidir a nova sigla.

O presidente do DEM, ACM Neto, conseguiu reduzir a resistência de seus correligionários à fusão.

A Executiva do DEM irá se reunir nesta terça-feira (21) para discutir o assunto. A do PSL deverá marcar reunião nos próximos dias. Se tudo correr bem, os partidos deverão convocar suas convenções, possivelmente em conjunto, para fechar a fusão. Os dois partidos têm características complementares.

O PSL elegeu a segunda maior bancada da Câmara em 2018, na onda de Bolsonaro, e agora tem fartos recursos dos fundos Partidário e Eleitoral. O DEM, por sua vez, é mais bem estruturado pelo país, tem capilaridade e políticos mais experientes. Hoje, PSL tem 53 deputados e DEM, 28. Somados, são 81. Quando ainda se chamava PFL, o DEM chegou a ter sozinho mais de 100 deputados.

Com informações do Poder 360.

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