O clima é de muita tensão no diretório do PT do Cabo de Santo Agostinho, Região Metropolitana do Recife. O motivo é a filiação do vice-prefeito do município, Professor Arimateia, que deverá ser candidato a deputado estadual. A movimentação política do professor não tem agradado alguns nomes do partido, que estão se opondo veementemente ao processo. De um lado os que afirmam ter sido resolvido de forma democrática, do outro os que afirmam ter sido tudo acertado por cima na vinda do ex-presidente Lula ao Estado. O ato de filiação está marcado para essa sexta-feira (29), às 19h na Câmara de Vereadores.
Em um vídeo que circula pelas redes sociais, o presidente municipal Antônio Lourenço, desarticula o ato de filiação, que está sendo amplamente divulgado, bem como deixa claro que o ato “não está sendo realizado pelo diretório municipal do partido”, salienta. E reforça que tudo está sendo organizado por “alguns membros do diretório sem passar pela presidência do partido” e completa “temos organização interna e direção para debater a movimentação do partido. De modo que temos que respeitar as instâncias, respeitar a presidência. De outro modo não será”, dispara.
Por outro lado, o secretário de Organização do Diretório Municipal, Edmilson Jovem, salienta em nota divulgada para imprensa que a filiação é legítima e trará ganhos para o partido, além de ter a chancela do presidente estadual do partido, deputado estadual Doriel Barros. “Todos que conhecem o PT do Cabo e acompanham as discussões do partido após o pleito eleitoral de 2020, sabe bem a quem pretende atender essa inércia e inoperância proprosital do nosso partido no município, milimetricamente pensada e arquitetada por quem quer usar o partido para atender seus caprichos e vaidades pessoas”, diz a nota.
Edmilson Jovem finaliza a nota disparando “A infeliz atitude do Presidente é desprovida de verdade e não corresponde aos fatos, pois o vice-prefeito e todos os membros da diretoria que apoiam sua vinda se colocaram a todo tempo a disposição, mesmo assim, em nenhum momento houve vontade política tampouco disposição pessoal do Presidente em dialogar coletivamente na instância partidária sobre o referido processo” (SIC).