Entre líderes do G20 na Assembleia da ONU, Bolsonaro é o único sem vacina e recebe indireta do prefeito de Nova Iorque

Neste domingo (19), o presidente Jair Bolsonaro embarcou para Nova Iorque para participar da 76ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), sem ter tomado qualquer vacina contra a Covid-19.

Entre os líderes do G20, composto pelas 19 principais economias mais a União Europeia, que estavam presentes no encontro, Bolsonaro é o único que declarou que não tomou e não iria tomar a vacina para ir ao evento anual da ONU. Essa recusa em tomar vacina o levou a jantar no meio da rua, em um local sem mesas, devido às rígidas restrições sanitárias em vigor atualmente na cidade, que proíbem estabelecimentos de atender pessoas não imunizadas em suas áreas internas.

Além do presidente brasileiro, nenhum dos demais líderes do G20 que confirmaram presença no evento teve um discurso negativo com relação à vacinação. Também não houve divulgação oficial sobre o status vacinal de outros três líderes que vão representar seus países na assembleia que são dois ministros das Relações Exteriores da China e da Arábia Saudita e o primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin.

Houve uma grande discussão sobre se os líderes e suas comitivas diplomáticas teriam que apresentar seus atestados de vacinação para entrar em Nova Iorque, pois a cidade exige comprovação de vacinação para circular em espaços públicos fechados, porém a ONU acabou informando às comitivas que haveria uma exceção diplomática e a entidade não iria cobrar os atestados.

Nesta segunda-feira (20), o prefeito de Nova Iorque, Bill de Blasio, mandou um recado bem direto a Bolsonaro sobre sua a rejeição à vacina. “Com os protocolos em vigor, precisamos enviar uma mensagem a todos os líderes mundiais, principalmente Bolsonaro, do Brasil, que se você pretende vir aqui, você precisa estar vacinado”, declarou durante o pronunciamento.

Apesar da fala de Bolsonaro, não é possível comprovar se ele não foi vacinado, pois o Planalto impôs sigilo de 100 anos ao cartão de imunizantes do presidente.

Na tarde desta segunda, uma fonte da CNN Brasil afirmou que um diplomata que faz parte da delegação brasileira em Nova Iorque testou positivo para a covid-19. Essa pessoa não estaria no mesmo voo de Bolsonaro e chegou antes ao Estados Unidos. O Itamaraty e a Presidência da República não confirmou informação até o momento.

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