Controle Urbano do Cabo usa viatura policial e trata comerciantes como bandidos



Quem já recebeu uma visita do Controle Urbano do Cabo sabe a forma que eles agem, quando chegam no estabelecimento comercial do cidadão. A truculência e a falta de respeito fazem parte do dia a dia dessas ações que acontecem na cidade. A forma de abordagem é atrasada e não condiz mais com a profissionalização do serviço público.  Cada comerciante, feirante ou ambulante tem relatos de sofrimentos dessas ações.

“Eu estava no final da construção do meu estabelecimento comercial e recebi a visita da fiscalização. Eu não estava no local na hora e quando cheguei, encontrei minha construção cercada por viaturas e guardas municipais. Isso me causou total constrangimento, porque os vizinhos estavam todos querendo saber o que estava acontecendo. Tem um fiscal, gordinho que anda com uma bolsa do lado que é o pior. Ele não respeita o cidadão, é mentiroso e enfrenta o comerciante com ameaças”, relatou um empresário da cidade.

Na última sexta-feira, operações foram realizadas e trouxeram prejuízos na cidade. “Não somos contra a organização urbana, somos contra a truculência das ações. Será que a forma de agir desses fiscais e do Superintendente tem o aval do prefeito? Depois que aconteceu aquela abordagem em Garapú, todos falaram e pediram explicações,  só o prefeito que ficou calado. De fato, ele concorda ou não com aquelas ações feitas pelo segurança dele”, questionou outro comerciante do bairro da Cohab.

Quais os próximos passos que serão dados pela gestão municipal? Os envolvidos na fiscalização da última sexta feira serão afastados ? O que o governo municipal vai fazer a partir de agora? Vereadores e associações que representam os comerciantes e empresários cobram uma resposta da prefeitura.

“Muita gente passando necessidades. São exigências caras e que não temos condições de cumprir. O movimento já é fraco e o que eles pedem é fora da realidade. A solução é fechar o comércio e buscar emprego que já está difícil para sobreviver. O que não podemos fazer é passar fome”, contou uma microemprendedora de Ponte dos Carvalhos.

Segundo comerciantes, quando falam que vão denunciar a forma autoritária da abordagem, eles dizem que podem ir, porque são concursados. ” Esse gordinho que anda com a bolsa do lado, não é fiscal. Ele é auxiliar de fiscalização e anda com um talão de notificação. Quando falamos que vamos procurar nossos direitos, ele diz que é concursado e que não deve nada ao prefeito. Quando eu penso no dia que eles visitaram meu estabelecimento, eu choro e fico nervosa. Eu estudei, conheço da legislação e fico me questionando, como os leigos que não tem conhecimento, estão sendo abordadas por essas pessoas”, desabafou uma empresária.

O Blog entrou em contato com a Secretaria de Comunicação da Prefeitura para escutar o outro lado. O espaço está aberto.

Compartilhe: