Bolsonaro vive “pânico” com possível ida à Papuda; defesa busca prisão domiciliar ou cela especial

O ex-presidente Jair Bolsonaro estaria em estado de “pânico” diante da possibilidade de cumprir pena no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Conforme relatos de aliados que o visitaram, ele teme não apenas a humilhação de ser encarcerado junto a presos comuns, mas também riscos à sua saúde e à própria vida. Há temores de não receber atendimento médico adequado e de ser maltratado — levantando até o receio de morrer no presídio.

Fontes do sistema penitenciário já indicaram que existe uma área reservada para ele na Papuda — possivelmente uma cela especial ou uma ala adaptada —, mas a decisão final ficará a cargo do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Para evitar esse cenário, a defesa já prepara um pedido para que, em caso de condenação, Bolsonaro permaneça em prisão domiciliar ou seja mantido em cela da Polícia Federal — uma alternativa que foi adotada com o ex-presidente Lula em 2018.

No STF, a avaliação é dividida: ao mesmo tempo em que uma eventual prisão na Papuda poderia reforçar sua narrativa de vítima política, mobilizando sua base, advogados veem esse desenrolar como uma oportunidade para tratá-lo com exceções que preservem sua integridade física e política.

A situação é agravada pelos posicionamentos do deputado Eduardo Bolsonaro no exterior, com ataques a magistrados em circulação internacional, considerados por interlocutores como um complicador nas negociações em favor do pai.

O Complexo Penitenciário da Papuda já recebeu figuras políticas de grande repercussão, como Paulo Maluf, Geddel Vieira Lima e Luiz Estevão — todos em condenações por corrupção. O local, composto por quatro penitenciárias de segurança máxima, é uma das unidades mais emblemáticas do sistema prisional federal.

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