O ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Keko do Armazém (PP), divulgou na tarde desta terça-feira (25), uma nota oficial após à decisão da Câmara de Vereadores, que rejeitou suas Contas de Governo referentes ao exercício de 2022. A manifestação foi publicada nas redes sociais do ex-gestor e tem tom firme, marcado por críticas ao Legislativo municipal.
Em nota, Keko afirma que a votação que levou à rejeição das contas foi motivada por “interesses políticos” e classifica o resultado como uma “manobra de perseguição descarada”. Ele enfatiza que sua gestão seguiu todos os parâmetros legais e lembra que o Tribunal de Contas do Estado (TCE), órgão técnico responsável pela análise financeira, havia emitido parecer recomendando a aprovação das contas.
Segundo o ex-prefeito, a Câmara “ignorou deliberadamente” o parecer do TCE, “rasgando” a avaliação técnica para atender “pressões políticas e interesses escusos”. Keko ressalta que, durante seu governo, foram realizados investimentos acima do mínimo constitucional em áreas essenciais, como Saúde e Educação, garantindo, segundo ele, ações prioritárias e benefícios diretos à população do município.
O ex-gestor também aproveitou para comparar sua administração ao cenário atual da cidade, que classificou como um período de “retrocesso” e falta de compromisso com a população.
Inconformado com o resultado da votação, Keko informou que já está preparando um recurso judicial com o objetivo de anular o que chama de “julgamento político”. Ele reforçou que confia no reconhecimento da Justiça e que a verdade prevalecerá.
“Minha gestão foi séria, correta e aprovada. A perseguição não vai vencer a verdade”, concluiu.